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Começaram as aulas. Mochilas, livros, horários, trabalhos de casa… mas há outra coisa que também muda: a rotina de movimento das crianças.
Entre as horas passadas na escola, o estudo em casa, o computador, a televisão e outros ecrãs, é fácil que uma criança passe grande parte do dia sentada.
E aqui está uma questão importante: o corpo de uma criança não precisa apenas de crescer. Precisa de se movimentar para se desenvolver.
A atividade física durante a infância e a adolescência contribui para o desenvolvimento da força muscular, da coordenação e das capacidades motoras. O movimento é também importante para a saúde dos ossos e para a manutenção de uma boa condição física.
Por outro lado, níveis baixos de atividade física durante estas fases podem acompanhar-se de menor força muscular e de alterações que, a longo prazo, podem aumentar o risco de problemas relacionados com o peso, a saúde metabólica e cardiovascular e a saúde óssea.
Por isso, o objetivo não deve ser apenas procurar uma “postura correta” enquanto a criança está sentada.
É preciso dar ao corpo oportunidades para se mexer.
Levantar-se, caminhar, brincar, correr, subir, saltar, praticar um desporto ou simplesmente passar algum tempo ao ar livre são formas diferentes de movimento — e todas contam.
Neste regresso às aulas, além de preparar mochilas e material escolar, vale a pena preparar também uma rotina que deixe espaço para movimento, brincadeira e atividade física.
Porque cuidar do corpo na infância também é investir na saúde do adulto que essa criança vai ser.